Em muitos aspetos, a saúde pélvica da comunidade LGBTQIA+ é semelhante à saúde pélvica da restante população. No entanto, a esmagadora maioria dos profissionais de saúde têm uma visão cisheteronormativa da saúde e da sexualidade. Em 2015, a ILGA Portugal publicou o seu estudo “Saúde em Igualdade”, onde partilhou dados como:
– apenas 17% dxs profissionais perguntam questões relacionadas com sexualidade/conjugalidade de forma inclusiva;
– 70% dxs profissionais de saúde pressupõe que a pessoa à sua frente é heterossexual ou que tem comportamentos sexuais exclusivamente com pessoas de género diferente;
– 32% das pessoas LGB “pensa duas vezes” antes de se dirigir a um serviço de saúde;
– 40% das pessoas LGB procura informação prévia sobre profissionais/serviços de saúde, para minimizar o risco de discriminação.
Referir a saúde LGBTQIA+ pelo nome não é moda ou novidade: é uma necessidade urgente, para que a comunidade consiga reconhecer onde será acolhida na sua individualidade e nas suas necessidades específicas.
A intervenção em saúde LGBTQIA+ pode incluir várias componentes, tais como:
- tratamento da dor sexual/genital em mulheres que fazem sexo com mulheres
- tratamento da dor sexual/genital em homens que fazem sexo com homens
- tratamento da dor sexual/genital em pessoas trans, intersexo e não binárias
- melhoria da mobilidade e desconforto torácico pela utilização prolongada de binders;
- reabilitação após mastectomia;
- reabilitação pélvica após cirurgia de redesignação sexual (vaginoplastia em MTF ou faloplastia em FTM)